Excessos: você os vê em sua vida?

Muitos de nós já nos pegamos fazendo algo por excesso: comer, beber, jogar, limpar, comprar, amar, depender afetivamente de alguém, mentir, ter ciúme, dentre outros.

É um impulso quase que incontrolável, onde as pessoas se precipitam e muitas vezes tem até dificuldade para planejar qualquer tipo de tarefa, ou mesmo planejar a parada desta compulsão. Quantas vezes vemos pessoas que tem um “hábito” de comprar, para ter cada vez mais, ou que nunca se satisfazem com o que possuem.

Tal “hábito” passa a movimentar nosso sentido de felicidade: tendo isto ou tendo aquilo, jogando, comendo, serei mais feliz, preencherei um “vazio” que há em mim. As causas do comportamento compulsivo podem ser as mais variadas: predisposição, hábitos aprendidos, histórico familiar (que também é aprendido), razões biológicas. Ao percebermos que algo “é demais”, que passa dos limites do normal e saudável, decidimos parar. O ato de parar pode acontecer naturalmente para muitas pessoas, mas para uma parte das pessoas, isto não acontece. Ou seja, o comportamento, chamado de compulsivo ou aditivo, continua acontecendo em paralelo à ansiedade que a pessoa vivencia.

Geralmente, são hábitos pouco saudáveis ou inadequados que são repetidos muitas vezes e levam a consequências negativas como uso de álcool, drogas em geral, comer exageradamente, gastar fora do controle, fugir do contato social, praticar esportes em excessivamente, lavar as mãos de forma exagerada (até mesmo chegando a se ferir), participar de jogos de azar, depender de relações virtuais, excesso do uso de remédios ou médicos em busca de uma doença, dentre outros.

Tais atitudes são feitos quase que automaticamente; quem faz não percebe ou nota prejuízos num primeiro momento. Ter um comportamento compulsivo acontece por hábitos que são aprendidos e seguidos de alguma gratificação emocional, um alívio da angústia ou da ansiedade que a pessoa sente. Ou seja, faço uma coisa e recebo outra em troca. Com os prejuízos que pode ter em seus relacionamentos, no trabalho, na saúde, ou mesmo quando as pessoas indicam que possui aquilo, passa a se observar com mais detalhe. Aquilo que num primeiro momento é fonte de prazer e gratificação, posteriormente passa a dar uma sensação negativa, pois a pessoa cede em fazer aquilo. Se por trás desta compulsão existe um descompasso, um desequilíbrio, é importante canalizar esta energia que antes ia para os excessos, em outras atividades e buscar “retirar” o foco do comportamento que acarreta prejuízo para a pessoa. Vale lembrar que todos nós temos rotinas e hábitos e isto é muito saudável; fica apenas a atenção para aquilo que é excessivo! Como dizem, de forma popular, “tudo o que é demais, faz mal”! Então, se você identifica os excessos em sua vida, procure analisar os afetos que lhe faltam e como você tem canalizado suas forças, se tem buscado o ter ou fazer, em troca do ser.

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Sobre temasempsicologia

Psicóloga Clínica e Organizacional.
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Uma resposta para Excessos: você os vê em sua vida?

  1. Luís disse:

    Hoje vivo uma compulsão alimentar, sinto que isso tem me prejudicado muito. Mas o meu real problema é que eu não consigo ter uma decisão verdadeira de mudar. Tudo em minha vida é assim, não consigo tomar a decisão que pode tudo mudar. Queria muito uma ajuda com relação a isso. Mas muito obrigado por esse texto, pude entender algumas coisas do meu problema. Grande abraço, Deus abençoe sempre!

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